Prefeito e Primeira-dama buscam parceria para executar programa de combate à violência contra a mulher em Cuiabá

De acordo com levantamento feito pelo Banco Mundial, Mato Grosso quintuplicou o número de casos de feminicídio neste período de quarentena

Mato Grosso já figurava entre os estados com maior índice de feminicídios do país, mas, de acordo com levantamento do Banco Mundial, a situação piorou neste período de isolamento social em razão da pandemia do novo Coronavírus. Diante da situação, o prefeito Emanuel Pinheiro e a primeira-dama Márcia Pinheiro, buscam parceria com a 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e apoio do Ministério Público para executar um programa de combate à violência contra a mulher no Município de Cuiabá. Uma das ações trata-se do programa “solidariedade em ação”, que prevê amparo financeiro para os filhos de vítimas de feminicídios.

“Pedimos uma audiência ao dr. Jamilson Haddad, juiz da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, para buscar não só, mais subsídios oficiais, como também o apoio dele e do Ministério Público, para subsidiar a primeira-dama na execução de um programa delineado com objetivo de proteger a mulher e a criança cuiabana”, explicou o prefeito de Cuiabá.

De acordo com levantamento feito pelo Banco Mundial, Mato Grosso quintuplicou o número de casos de feminicídio neste período de quarentena, subindo de 2 ocorrências para dez. Os dados fazem o comparativo entre os meses de março de 2019 e 2020.

“Criamos a Secretaria da Mulher para atuar justamente neste tipo de situação e é o que vamos fazer. É inadmissível que as mulheres e crianças de Cuiabá vivenciem esse tipo de situação de agressão, principalmente neste momento de pandemia, onde o lar deveria ser o local mais seguro e acolhedor”, pontuou a primeira-dama de Cuiabá.

Em abril, a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres divulgou o relatório “A sombra da pandemia: violência contra mulheres e meninas e Covid-19”, documento que analisa o impacto das pressões econômicas e sociais no período de isolamento da pandemia na relação de violência doméstica. Para a entidade, os dados apontam uma crescente exponencial nos casos de violência doméstica em todo o mundo.

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