“Educação ambiental é algo que deveria ser nato no ser humano”, afirmam técnicos do setor
O Planeta anda sufocado com tanta destruição. E o mar de ignorantes e predestinados a destruí-lo aumenta a cada dia, enquanto uma minoria consciente tenta barrar esse tufão assassino. Eis aí o papel dos educadores ambientais...
Os educadores ambientais são missionários genuínos na sua essência, voltados à proteção ininterrupta da natureza. Não apenas auxiliam humanos descompromissados com esse setor, como também se empenham a fim de promover mudanças que eventualmente se reflitam em pontos positivos à preservação geral do meio ambiente.
Na verdade, eles veem mais além do que a maioria, ou seja: preconizam nuvens ameaçadoras quando muitos visualizam apenas inocente luminosidade solar ou (mais raro) esparsa ausência de focos vitais comprometedores ao equilíbrio ecológico. Não há jogos de azar, no caso: é a realidade de alertas contínuos emitidos ininterruptamente para salvar o Planeta. Nem todos captam tais mensagens, lógico, e aí multas pesadas – e outras sanções – emolduram as penalidades normativas do setor.
Pela sensibilidade adquirida num berço progressivamente conscientizador, os educadores conseguem preconizar estragos irreversíveis no Planeta. Muitos podem associá-los erroneamente a utopias ecológicas, forçosa condução de neutralidade dos crimes cometidos. É a desculpa trivial da classe ambiciosa para imprimir ritmo à voraz destruição de nossas riquezas ambientais.
Costumo dizer que os defensores do meio ambiente são anjos disfarçados de humanos comuns, predestinados a sempre fazer o bem em prol do seu próximo. Entendam aí a palavra “próximo”: não necessariamente significa enfoque no semelhante humano, mas em todo o conjunto intrínseco de vida existente em cada ponto desse planeta moribundo.
O homem, aliás, é parte disso tudo, apesar de suas ações confrontarem princípios elementares de preservação geral do meio ambiente. Contudo, ele próprio se insere nessa roleta russa pela ignorância atroz em acatar diretrizes que poderiam protegê-lo de fim tenebroso.
Daí a importância do trabalho desempenhado pelos educadores ambientais: conhecem a fundo as limitações da raça e, por outro lado, a falta de limites daqueles que se autointitulam detentores de superioridade mórbida/insensível perante outras formas de vida abrigadas no precioso berço terrestre. Trabalham, assim, de modo idealista; não medem esforços quando há sinal vermelho de riscos iminentes à perpetuação do conjunto de espécies . E comungam, sem disfarces, confesso amor à fauna e flora, como se disso dependesse o próprio oxigênio que respiram em ambientes libertos ou compromissados por densa poluição.

Para nossos bravos educadores, é de fato uma empreitada complexa abrir mentes controversas e relutantes em aceitar erros ambientais, igualmente imprimindo a importância de que acatem mudanças capazes de garantir que o amanhã terrestre não seja somente uma sombra negra – algo similar a um “dilúvio seco”. Pois, independente de tempestades irredutíveis, rumamos por ora para navegar em “mares secos”, desprovidos de tudo que possa nos servir de base alimentar, principalmente água potável. O mais agravante é a inexistência de “Arcas de Noé” nesse oceano tórrido em formação descabida…
Por João Carlos de Queiroz, jornalista
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