Cuidado! Maria Algodão ainda perambula pelas escolas…

Fantasma de mulher com algodão ensanguetado na boca tem sido o terror das crianças nas unidades escolares. Contam que ela costuma aparecer também nos banheiros...

Quem nunca ouviu falar de Maria Algodão? Trata-se de uma das lendas fantasmagóricas mais temidas no ambiente educacional infantil e mesmo adolescente.

Esse fantasma varia de silhueta: pode ser uma menina pré-adolescente ou mesmo uma mulher adulta. Contam que ela faleceu dentro de sanitário escolar, após escorregar e bater a cabeça.

Ainda que suas aparições sejam pacíficas, sem nenhum toque físico nos alunos, conforme relatos, o maior problema é sua aparência aterradora: ao abrir a boca num pretenso sorriso, ela escancara farto algodão ensanguentado, passando a gotejar nas vestes brancas.

É uma cena suficiente para alguns desmaiarem ou abrir fuga aos gritos pelos corredores…

Geralmente, esse fantasma tem predileção por sanitários escolares, seja masculino ou feminino. Tornou-se o terror da criançada, que, via de regra, precisa ser acompanhada até lá para aliviar suas necessidades fisiológicas.

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Há alunos que simplesmente desacreditam nas aparições de Maria Algodão, atribuindo-as ao rol de lendas urbanas. Mas também há adultos que batem firmemente os pés para dizer que ela continua perambulando pelos corredores e salas das escolas, além das manifestações corriqueiras nos sanitários.

É o caso do guarda escolar Amarildo, vigilante muito dedicado. Amarildo sempre gosta de conferir se as janelas das salas da escola estão fechadas e se as aparelhagens de ar-condicionado e ventiladores foram desligados.

E foi assim que o exemplar guarda terminou sendo “apresentado” a Maria Algodão

Nos primeiros instantes, conta, nem percebeu se tratar de um fantasma, concluindo que poderia ser uma das serviçais de limpeza que voltou para buscar algum pertence esquecido na escola, após o expediente vespertino.

– Eu estava fechando justamente a porta de uma das salas quando pressenti uma presença próxima. Também senti frio, como se a temperatura tivesse baixado de repente. Tudo muito esquisito…

Ao virar o rosto, Amarido já deu de cara com uma mulher estranhíssima, vestida de branco e descalça. Ela simplesmente o olhava o tempo todo sem dizer nada, mas estava óbvio que queria alguma coisa.

Ainda sem se dar conta de estar diante de um fantasma, o guarda escolar questionou se poderia ajudá-la. Eis que a misteriosa mulher – ao invés de responder – abriu seu temerário sorriso sangrento.

– Aí, companheiro, gelei dos pés à cabeça! Estava sozinho na escola, e devia ser por volta das 22h. Caí em si de que nenhuma serviçal voltaria ali naquele horário. Era um FANTASMA! – recorda Amarildo.

Sem dizer nada, a mulher flutuou leve nos corredores em direção ao refeitório, desaparecendo feito um flash mais adiante.

Amarildo confessa que, pela primeira vez, sentiu calafrios incontroláveis e arrepios tomarem conta do seu corpo.

– Nem consegui me mexer da porta da sala, petrificado pelo medo. Naquela noite, não arrisquei entrar mais em nenhuma das salas da escola, temendo que esse fantasma surgisse do nada e me trancasse lá dentro, já pensou?

 

TAMBÉM NUMA OUTRA escola, sediada na capital, duas alunas tiveram uma experiência semelhante ao ir ao banheiro. Hoje cursando faculdade, Cíntia e Luciana contam que jamais esquecerão tal apuro…

– Eu e Luciana gostávamos de ir ao banheiro para fofocar, e assim ficávamos por lá minutos seguidos. Uma ocasião, escutamos a porta frontal ser fechada com força, apesar de não estar ventando. Para nosso pavor, surgiu uma mulher magrela, alta, cabelos desgrenhados, de feições cinzentas, e veio sorrindo em nossa direção…

Cíntia disse que ela e Luciana sentiram as pernas fraquejarem, pois perceberam ser uma aparição.

– Deu para ver que aquela mulher tinha algodão repleto de sangue na boca, mas insistia em sorrir. Luciana desmaiou na hora, e só não bateu a cabeça na pia porque eu a apoiei. A mulher continuava bem próximo, nos olhando desafiadora.

Muito confiante em Deus, Cíntia invocou o poder divino e pediu que Ele afastasse aquilo imediatamente.

– Ela simplesmente sumiu diante de mim, depois de me olhar revoltada. Sentiu-se ultrajada no seu intento de nos amedrontar, acho… – relembra.

Já a colega Luciana, só recobrou a consciência após Cíntia jogar água no seu rosto. E mal abriu os olhos,  ela se agarrou à amiga, certamente acreditando que Maria Algodão ainda estava na área…

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Fica a critério das pessoas acreditarem ou não se esse fantasma existe ou se não passa de pura invencionice popular. Mas, detalhe, convém ficar atento a sanitários desertos, ou aos corredores sombrios das escolas: são os lugares prediletos de Maria Algodão

Por João Carlos de Queiroz

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