Corpos que permanecem intactos após anos de sepultamento: mistério que Deus explica…

O caso do jovem Carlo Acutis – garoto italiano que evangelizava pela internet – mobilizou a atenção mundial:  filho de Antonia Salzano e Andrea Acutis, família de classe média alta, Carlo Acutis faleceu em 12 de outubro de 2006 aos 15 anos, em Monza, Lombardia, vitimado por leucemia violenta.

A trajetória de vida do menino foi sempre dedicada à Igreja Católica e à caridade: ele alimentava um grande número de moradores de rua, fato que só chegou ao conhecimento da família após a sua morte. Ia à missa todos os dias, além de rezar o terço. Dizia estar se esforçando para atingir o ápice da santidade.

Desde sua morte, fiéis passaram a lotar a Igreja de São Francisco de Assis, pedindo curas. Muitas delas aconteceram extraoficialmente, sem motivar documento comprobatório junto à Igreja Católica. O milagre de cura numa criança brasileira, que sofria grave enfermidade no pâncreas, deflagrou o processo de beatificação do jovem, oficializado no último dia 10 de outubro, na Basílica de São Francisco de Assis, em Assis, Itália. A cerimônia foi comandada por Dom Agostino e Cardeal Vallin.

Carlo Acutis e São Francisco: Divulgação Youtube

Numa das etapas do processo de beatificação, foi reaberta a urna funerária do adolescente, fato presenciado por dezenas de pessoas. Para espanto geral, seu corpo estava praticamente intacto após anos de sepultamento. Isso confirmou para os religiosos a santidade de adolescente, que continuava puro.

A Ciência encampa teorias que contradizem a tese de santidade imposta à extraordinária preservação do corpo do garoto. Mas, independente disso, os fiéis preferem apostar que ele é realmente um santo e, em virtude dessa missão sagrada concedida por Deus, mantem-se perfeitamente intacto, como se estivesse dormindo.

Esse episódio de Carlo me faz lembrar de um caso que dizem ter sucedido em Capitão Enéas, cidade próxima a Montes Claros, Minas Gerais. Também por lá foi sepultado um menino que manteve seu corpo intacto por anos. A sepultura foi aberta em cima de um morro próximo à cidade, local em que o menino gostava de brincar com seus coleguinhas.

Ocorre que uma tempestade violenta varreu grande parte das árvores ali existentes, e que faziam sombra à sepultura da criança.  No dia seguinte, os pais subiram ao morro e constataram que o torrencial também levara parte da terra que cobria o caixão, quase exposto. Resolveram, então, providenciar uma sepultura mais profunda, e, no ato do novo enterro, o caixão foi reaberto para uma última despedida. Aí, surpresos, eles viram que o menino permanecia exatamente como havia sido velado, inclusive com coloração rósea na face.

Segundo se comentou na época, anos 70, houve uma espécie de corrida de fiéis ao morro de Capitão Enéas, para veneração do túmulo do jovem anjinho. Só não foi comentada a ocorrência de milagres por intercessão dele. Enfim, esse boato se propagou por tempo limitado em todo o Norte de Minas, apesar de sua veracidade ser contestada pelos paroquianos locais. Ficou a dúvida: teria mesmo sido verdade a história do menino que preservou seu corpo após a morte?

No caso de Carlo Acutis, a prova cabal está à disposição de quantos duvidem no Youtube: ele permanece intacto exatamente como foi velado! Jornalistas filmaram toda a sequência de reabertura do sepulcro. Que me desculpe então a ala científica descrente, mas esse garoto é realmente um SANTO!

Por João Carlos de Queiroz, jornalista

 

 

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