Chacina de Fábio e Cláudia: Jornal do Norte foi instrumento de cobrança por Justiça
Trucidamento covarde do casal de namorados, por detetives da Polícia Civil, causou comoção social em Montes Claros e em todo o Estado de MG. Os jovens Fábio Martins da Rocha e Cláudia Athayde foram mortos com marteladas na testa e jogados dentro de porta-malas do veículo que conduziam...
Os nomes do saudoso empresário e diretor-fundador do Jornal do Norte, Américo Martins Filho+, juntamente com o jornalista Reginauro Silva+, figuram destacadamente nos anais da Justiça de MG como responsáveis diretos pelo esclarecimento do bárbaro assassinato de Fábio Martins da Rocha e Cláudia Maria Athayde.
A chacina, ocorrida no dia 19 de maio, em Montes Claros, ficou conhecida como “crime do porta-malas”. Chocou pela frieza dos autores e comportamento dissimulado ao simular solidariedade à família para descobrir os culpados.
De forma incansável, além de promover cobertura jornalística minuciosa das investigações em andamento, Américo e Reginauro intensificaram cobranças rígidas às autoridades. Ambos já suspeitavam do envolvimento dos policiais nesse crime.
As falsas pistas, fornecidas anteriormente pelos detetives, quando tentaram culpar outros pelo duplo assassinato, foram assim facilmente desmascaradas.
Graças a esse apoio fenomenal do Jornal do Norte, matutino fundado por Américo e Antônio Santos, em 1979, o delegado Orfeu Braúna, titular das investigações, pôde chegar aos legítimos autores do crime. O experiente policial desvendou tudo ao ouvir os detetives.

Fábio e Cláudia foram sequestrados e mortos a golpes de marteladas na testa por Gérson Bispo de Sá, José Neves da Paz+, Anselmo Almeida+ e Rui Coutinho+. Caso que chocou o Estado de Minas, com repercussão nacional. Montes Claros ainda hoje se sente enlutada.
Consumado o duplo assassinato, os detetives acondicionaram os corpos no porta-malas do carro de Fábio. Ironicamente, foram eles “quem descobriram” os cadáveres quando o desaparecimento foi comunicado à Polícia.
Américo Martins: “O compromisso do Jornal do Norte é com a verdade. Os criminosos serão descobertos”
Durante décadas, o empresário Américo Martins Filho assumiu distintas bandeiras distintas no seu Estado de origem, com foco prioritário em ações sociais e na busca por avanços progressistas em polos da região norte-mineira.
A seu tempo, Américo foi um colonizador aguerrido. Tanto que vários municípios dessa região registram avanços expressivos graças ao trabalho social que encampou.

Créditos: Acervo Américo Martins Filho
Já o jornalista Reginauro Silva, conhecido como “Prata da Casa”, impôs linha de modernização ampliada na imprensa local. Foi também um dos célebres editores do Jornal do Norte.
Deve ser frisado que esse inesquecível matutino montes-clarense cumpriu, assim, a nobre missão de não apenas informar, mas também de colaborar na linha investigativa conduzida pelas autoridades para justiçar a covarde morte dos jovens.
Espertamente, nos primeiros dias, os detetives tentaram confundir os trabalhos investigativos, simulando terem descoberto o assassino do casal refugiado na Bahia. Mas não enganaram o sagaz Américo nem Reginauro. O tempo todo, eles tinham os quatro na mira de principais suspeitos.
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