“Se o inferno existe, ele se chama coronavírus”, diz servidor infectado

Pulmões de servidor mato-grossense, infectado com o novo coronavírus, estão bem comprometidos, revelou tomografia. "Se o inferno realmente existe, uma das estações de embarque para o sofrimento é a covid-19" , assegura o paciente. Ele e a esposa foram infectados e lutam há semanas, em casa, contra a covid-19
Há meses atrás, a vida do servidor “x”, lotado na Câmara Municipal de Cuiabá {prefere não se identificar}, era só tranquilidade: saía de casa todos os dias cedo para cumprir sua rotina profissional. Esse ciclo de normalidade só foi interrompido após a deflagração da pandemia do novo coronavírus, quando foi ultimado “toque de recolher” (quarentena) para os integrantes da terceira idade; caso dele e da esposa, também infectada.
Segundo análise feita pelo paciente ao site, ele não pensou que pudesse vir a ser infectado, posto que tomou todas as precauções possíveis, algumas até além das divulgadas na mídia pelas autoridades da área de Saúde. “A desinfecção ambiente, no lar, era constante, estendendo-se ao carro, usado para fazer compras, roupas, etc. Sempre saíamos de máscaras, com luvas, álcool gel, substituindo o vestuário imediatamente ao chegar em casa. Os sapatos ficavam do lado de fora, para evitar que o coronavírus entrasse no recinto doméstico. Sinceramente, nem sei como invadiu nosso lar…”

Atento antes a qualquer sintoma que pudesse evidenciar a presença do vírus no seu corpo, o servidor disse que procurou fazer todos os exames possíveis, incluindo raio-x, de sangue, etc. “Especificamente no meu caso, esgotei todos os caminhos que pudessem assinalar indícios de contágio, e tudo apresentava completa normalidade. Inclusive os exames de radiografia, com pulmões limpos. Porém, mesmo não sentindo falta de ar, ausência de olfato, paladar ou febre, desconfiei pelas dores no corpo. Fiz então uma tomografia e o resultado foi catastrófico: o maldito vírus já se alojara e destruíra parte dos meus pulmões”.

Ele explicou que a dor no corpo é tanta que a pessoa nem consegue vestir a camisa: a pele arde feito brasa. “Mal conseguia me locomover pela casa. O diabo deve estar feliz com tantas agruras que o ser humano está passando, por conta da proliferação desse vírus”.

Instruído por médicos, o servidor está cumprindo rigoroso ritual medicamentoso. “Comecei a tomar Azitromicina, Ivermectina, Prolone e vitamana C. São oponentes poderosos contra o novo coronavírus”.

O casal contou que a rotina deles se resume agora cumprir uma quarentena ainda mais rigorosa. “Antes de contrairmos esse vírus, tomamos todas as precauções recomendadas: só saíamos de casa para o básico: comprar alimentos, medicamentos (somos diabéticos), etc. Sempre usando máscaras, luvas, álcool gel. Conforme disse, esse vírus é muito esperto, pois qualquer vacilo já pega o sujeito. Foi exatamente o que aconteceu conosco”.

Por João Carlos de Queiroz

 

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