Redação Site – Não há muito o que comemorarmos hoje, 5, Dia Mundial do Meio Ambiente: toda a natureza, em si, está agonizante. O retrato do descaso contra o verde e a fauna, somando-se a ações concretas e de caráter criminoso praticadas pelo homem, está à vista geral. Consequentemente, não há motivos para ninguém preconizar um futuro melhor do que essa aberrante realidade depredadora.
É uma destruição que equivale a suicídio coletivo. O homem, sempre na ânsia de arregimentar riquezas materiais, dinheiro, não dá a mínima se seus passos ambiciosos atropelam o meio ambiente e comprometem o futuro da humanidade. Importa-lhe tão somente o presente, arrecadar posses, sequer as previsíveis situações que seus descendentes vão enfrentar em futuro não muito distante, quando a terra se recusar a gerar alimentos e a fauna perecer maciçamente A sombra da morte pairará inflexível sobre essa grande nave domiciliar.
Se hoje a fome já é tormento angustiante em vários países, com enfoque maior no continente africano, berço do terror da inanição, a tendência é de que esse mal se alastre logo pelo nosso Planeta. Faz-se urgente a adoção de medidas severas e urgentes para blindar o meio ambiente de tanta artilharia criminosa. Caso nada seja feito neste sentido, será tarde demais para que bilhões de pessoas acordem para um fato simples: dinheiro não se come, não é sustento de nada.
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Em Cuiabá, o rio que deu nome à capital emite sinais de socorro há décadas, inutilmente. Todos os dias, o que já foi um canal de navegação de grandes embarcações recebe um sem número de toneladas de dejetos, incluindo sofás, bicicletas, vasos sanitários, etc. O tratamento de esgoto não passa dos 23%, e o restante é lançado in natura em suas águas, gradualmente poluídas, escuras. É uma intoxicação direcionada não apenas ao município, mas também ao Pantanal, destino de todo esse lixo destruidor.
Outros afluentes vivenciam situação idêntica, e o gigante Rio Paraguai, por exemplo, em toda sua extensão, também desencadeia sinais inequívocos de que está em processo de agonia moribunda. Os reflexos disso podem ser observados no seu entorno e nas margens, até há 20 anos atrás reluzentes de verde. As águas mantinham nível regular e produção farta de espécies de peixe, muitas extintas. Nem os ribeirinhos conseguem o básico para prover suas famílias.
O problema é que o homem não para de agredir o meio ambiente: pratica desmatamento indiscriminado, matança da fauna e lança dióxido de carbono na atmosfera, devastadora contribuição para agravar o efeito estufa. A somatória disso tudo já derrete geleiras e vem aumentando a temperatura no Planeta.
Daí o questionamento do título: “`Para onde vão nossos rios?” Diria que para um leito seco. O mesmo lugar ressequido que sepultará os inescrupulosos assassinos da natureza.
Por João Carlos de Queiroz