Lideranças comunitárias e sindicais se reuniram ontem (10) à tarde na sede da União Coxipoense de Associações de Moradores, em Cuiabá (MT), a fim de discutir e deliberar providências legais a respeito das cobranças de energia praticadas pela Energisa.
Segundo abordaram no início da reunião, é fundamental que as entidades instituam parceria sólida para que possa ser desencadeado algum recurso oficialmente eficaz contra esse abuso, conforme qualificam.
As atuais tarifas mensais em vigor, além de estarem em claro desacordo ao real consumo de energia em MT, apontaram, prejudicam principalmente famílias assalariadas, pois comprometem os humildes orçamentos domésticos.
– Muitos já recorreram à Justiça, na tentativa de reduzir essas tarifas. Na verdade, os mato-grossenses não aguentam mais”, destacou o presidente da Federação Mato-Grossense de Associações de Moradores de Bairros, Válter Arruda.
O comunitário salientou ter esperanças de que a Comissão Parlamentar de Inquérito, aberta pela Assembleia Legislativa de MT, conclua satisfatoriamente os trabalhos. Vamos acompanhar, estar atentos à CPI”. A apuração prossegue normalmente na Casa de Leis.
– Há deputados e parlamentares da esfera federal, a exemplo do deputado federal Emanuelzinho e senador Wellington Fagundes, que estão francamente comprometidos em nos ajudar.
Ao se unirem ao Movimento Sindical, as entidades comunitárias, a seu ver, ganharam força extra.
– Acredito que, de agora em diante, teremos êxito maior para defender os consumidores injustiçados. Não podem simplesmente meter a mão no bolso do trabalhador!
Válter ainda lembrou que os serviços ofertados pela Energisa não correspondem necessariamente à propaganda oficial da empresa, muito pelo contrário.
– A única realidade existente é a prática de cobranças altíssimas de energia que essa empresa tem promovido, preços incompatíveis ao consumo. Mais do que insatisfação dos consumidores, isso tem gerado revolta.
UCAM
Também para o presidente da União Coxipoense de Associações de Moradores, José Maurício Pereira, ao se unirem à ala sindical, os comunitários ampliaram extraordinariamente sua estrutura de força. Os sindicatos representam todas as classes de trabalhadores, enquanto a FEMAB e UCAM assistem os moradores de bairros.
– Confiamos na Justiça, pois o eco dos injustiçados já chegou até lá, via ações judiciais. No que depender das entidades comunitárias e sindicais, tenazmente unidas nesse sentido, vamos sequenciar luta ininterrupta para que os consumidores paguem apenas pela energia consumida.
Foi citado por Válter Arruda e José Maurício o desapontamento das categorias que defendem os consumidores em relação à ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.
A ANEEL, órgão federal responsável pela fiscalização de energia em todo o País, segundo avaliaram, não parece ter nenhum interesse no que acontece em Mato Grosso, “onde as tarifas de energia destoam claramente das praticadas em outros estados”, queixume geral.
Daí a esperança das lideranças comunitárias e sindicais de que, doravante, com forças unificadas, o grupo unido tenha êxito nessa empreitada.
– Um importante passo foi dado ontem.Vamos buscar, agora, a adesão do CRC e dos Conselhos de Administração e Economia. Enfim: a ideia é promover uma grande ação em Mato Grosso. E num futuro breve, nenhum consumidor pagará um centavo a mais pelo que não consumiu – disse Arruda..