Feiras de adoção do Projeto Pet VG são as mais concorridas de MT; agora cedo, acontece nova feira no pátio do Atacadão do Porto

FILHOTES PODEM SER ADOTADOS NO ESTANDE DA ONG A PARTIR DAS 8H DE HOJE. SÃO TODOS SAUDÁVEIS E VACINADOS

Quem sonha em ter um amigo fiel, pode começar a alcançar este sonho com um amiguinho canino: filhotes lindíssimos estão aguardando novo lar hoje em mais uma Feira de Adoção do Projeto Pet VG. Os organizadores da feira, sob a maestria da protetora Janaina Freire, montaram estande no pátio do Atacadão do Porto, em Cuiabá.

Janaina instrui para que as pessoas ADOTEM animais, ao invés de comprar em lojas de agro ou particulares. Adverte que o sistema de adoção evita a fria comercialização que algumas lojas praticam, mantendo animais engaiolados e em condições torturadoras, sem água, comida e, por vezes, sob sol escaldante.

Ela recorda que incontáveis flagrantes já aconteceram neste sentido, resultando na prisão dos criminosos.

“Há pessoas insensíveis extremamente ao sofrimento dos animais. Deles, dos animais, elas só querem lucro.  Não importa para se suas atitudes afrontam  e maltratam animais. É uma rotatividade comercial aviltante”, diz Janaina.

A protetora ainda argumenta que a adoção minimiza drasticamente essa atividade, pois não apenas os filhotes e até animais adultos à venda em lojas agropecuárias e por particulares sofrem, mas também as matrizes, seus pais.

“Temos uma infinidade de relatos de flagrantes policiais, onde foram resgatadas matrizes idosas abandonadas pelos que as exploraram por anos e anos. Sem mencionar as que são mantidas em cativeiro, em grades, em ambientes fechados, escuros. Dali, só saem para doar sangue”.

Questionado se essa barbaridade também acontece em clínicas veterinárias, Janaina destaca que já houve flagrantes do tipo nesses lugares.

“É uma minoria infratora, porém existe. Já foram encontrados fêmeas e machos (matrizes) encarcerados em celas escuras e sem ventilação nessas clínicas infratoras. E as atrocidades não param por aí, conforme processos criminais que rolam por vários lugares desse Brasil: depois de anos na condição de prisioneiros, esses animais são submetidos à eutanásia (mortos com injeção). É justo agirem assim com seres que deram seu sangue para salvar vidas e aumentar os lucros desses estabelecimentos? Lógico que não!”

Por João Carlos de Queiroz, jornalista Mtb 381.18 Drt/MT

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