Minha velha bicicleta de dois canos…
Magrela foi de exemplar utilidade: ia com ela à escola, além de passear pela city e viajar até Bocaúva-MG
Herdada do meu pai quando tinha 11 anos, essa bicicleta continua inesquecível nas lembranças adolescentes. De cor verde desbotado, a princípio encontrei certa dificuldade para guiá-la, devido à pequena estatura. Utilizei a velha tática de acomodar uma das pernas abaixo dos canos; assim conseguia pedalar.
Também a encostava sempre junto a calçadas altas, podendo assumir o controle ciclístico sem recorrer a socorro alheio.
Em menos de dois anos de pedaladas difíceis, minhas pernas espicharam consideravelmente, ufa! Finalmente consegui dominar a magrela de dois canos, sem ajuda extra. Tornou-se, aliás, companheira duplamente prazerosa no meu dia a dia.
Fui com ela incontáveis vezes à Lapa Grande (gruta) e ao Rio do Cedro. Passeios que tiveram saldo positivo e outros nem tanto. Mas, em se tratando da fase adolescente, valia tudo…
Também a usei para pedalar até Bocaiúva, inicialmente na estrada velha, pois a Br-135 pavimentada estava em processo inicial. Ainda recordo de alguns trechos penosos de areia nas imediações da Lagoinha, o que exigiu forças que faltava ao meu corpo franzino.
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