Um exemplo cuiabano de proteção animal: Beatriz Del’Isola

Ainda que esteja militando em Cuiabá na proteção animal, Beatriz Del’Isola é capixaba, natural de Vitória, capital do Espírito Santo vizinha a Vila Bela. Beatriz mudou-se para Cuiabá aos três anos, e, desde então, tem militado incansavelmente para ampliar o trabalho dos protetores de animais no município. Não é tarefa fácil, diz, mas é recompensadora do ponto de vista íntimo, pois ela é literalmente apaixonada por bichos.

– Desde menininha, já gostava de animais. Em Vitória, costumava questionar meus pais (Carolina Del’Isola Ramos Frantz, Marlon Bussie Frantz) sobre animais de toda espécie. Lá, geralmente, o contato maior era com a ala silvestre, mas já gostava de gatos e cachorros.

Na fase adulta, esse despertar amoroso pelos animais ganhou proporção oficial, quando assumiu a presidência da SindPatas, entidade criada para alcançar outras ONGs. “Na verdade, a atuação da SindPatas é voltada a apoiar as entidades que atuam n a proteção animal, auxiliando com ração e outros recursos materiais”.

À frente da diretoria da Bem-Estar Animal, cargo que assumiu a convite do prefeito Emanuel Pinheiro, Beatriz pôde ampliar seu trabalho. E é o que tem feito incansavelmente a partir da nomeação, fazendo com que esse setor, vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, possa desenvolver suas atividades dentro da expectativa dos seus integrantes.

– Na realidade, todos que trabalham comigo gostam de animais, não é exceção desse ou daquele nome. Isso auxilia bastante, visto que a amorosidade relacionada à área implica em maior preocupação para que tudo aconteça da melhor forma possível.

Antes do ingresso de qualquer funcionário, Beatriz questiona se a pessoa realmente gosta de animais. É que a pilha de denúncias contra maus-tratos nunca para de crescer.

– Busco, por outro lado, interagir com todos, e todos comigo. Quando comecei a atuar na Bem-Estar Animal, não existia quase nenhum vínculo pessoal entre os funcionários, prevalecendo certa distância entre eles, no dia a dia. Pude perceber que, após algum tempo, isso melhorou muito, e há hoje um sorriso expresso de satisfação em cada um que atua conosco. Formamos, por assim dizer, uma bela família.

Ela diz que o trabalho da Bem-Estar prioriza muito os animais que não têm a atenção devida das pessoas, a exemplo de animais de porte graúdo, considerados agressivos.

– Não existe animal ruim, isso é mito. Existe, sim, formas diferenciadas de tratamento, e os animais, que são sensíveis, sentem muito isso. Se recebem amor, vão retribuir com amor. E assim por diante.

Beatriz relata ter resgatado um cão que fora condenado à morte por atacar uma idosa no Verdão, fato alardeado em toda a imprensa. “O rottwaller está sob nossa proteção, e é dócil ao extremo”.

Contatos com a Bem-Estar pelo telefone 08006477755

 

 

 

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