“Se o inferno existe, ele se chama coronavírus”, diz servidor infectado
Pulmões de servidor mato-grossense, infectado com o novo coronavírus, estão bem comprometidos, revelou tomografia. "Se o inferno realmente existe, uma das estações de embarque para o sofrimento é a covid-19" , assegura o paciente. Ele e a esposa foram infectados e lutam há semanas, em casa, contra a covid-19
Atento antes a qualquer sintoma que pudesse evidenciar a presença do vírus no seu corpo, o servidor disse que procurou fazer todos os exames possíveis, incluindo raio-x, de sangue, etc. “Especificamente no meu caso, esgotei todos os caminhos que pudessem assinalar indícios de contágio, e tudo apresentava completa normalidade. Inclusive os exames de radiografia, com pulmões limpos. Porém, mesmo não sentindo falta de ar, ausência de olfato, paladar ou febre, desconfiei pelas dores no corpo. Fiz então uma tomografia e o resultado foi catastrófico: o maldito vírus já se alojara e destruíra parte dos meus pulmões”.
Ele explicou que a dor no corpo é tanta que a pessoa nem consegue vestir a camisa: a pele arde feito brasa. “Mal conseguia me locomover pela casa. O diabo deve estar feliz com tantas agruras que o ser humano está passando, por conta da proliferação desse vírus”.
Instruído por médicos, o servidor está cumprindo rigoroso ritual medicamentoso. “Comecei a tomar Azitromicina, Ivermectina, Prolone e vitamana C. São oponentes poderosos contra o novo coronavírus”.
O casal contou que a rotina deles se resume agora cumprir uma quarentena ainda mais rigorosa. “Antes de contrairmos esse vírus, tomamos todas as precauções recomendadas: só saíamos de casa para o básico: comprar alimentos, medicamentos (somos diabéticos), etc. Sempre usando máscaras, luvas, álcool gel. Conforme disse, esse vírus é muito esperto, pois qualquer vacilo já pega o sujeito. Foi exatamente o que aconteceu conosco”.
Por João Carlos de Queiroz
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