Mundo mobiliza ações em defesa de animais vítimas dos monstros humanos

Um dos reflexos claros dessa pandemia que assola o planeta (novo coronavírus) reside também na covardia ilimitada que o homem pratica contra os animais. Atos medonhos, extensivos a crianças. O ser humano é um personagem asqueroso em muitos aspectos...

O mês de abril é dedicado ao combate da crueldade contra os animais. Prática que o homem perpetra há séculos, na crença pérfida de que os inocentes seres existem apenas para servi-lo, seja na mesa (gastronomia), serviços e para atos de repugnante exploração sexual. Isso, sem falar nos que sentem mórbido prazer em torturar bichos inocentes, deixando-os amordaçados em lugares ermos, após decapitar suas pernas, espetá-los ou queimá-los.

Uma infinidade de vídeos revoltantes circula nas redes sociais, demonstrando que a tortura contra os animais se tornou prática prazerosa no cotidiano de pessoas que se intitulam humanas. Elas gargalham felizes a cada ganido desesperado de dor dos pobres condenados. Foi o caso de uma moça que queimou um cãozinho com soda a oxigênio até à morte. Os estertores do animalzinho se constituíram em mórbida diversão dessa bruxa.

Vivemos, enfim, num mundo maldito, atualmente assolado pela praga do coronavírus, que, pelo andar da carruagem, não apenas pode ceifar centenas de milhares de vida, mas promover devassa definitiva na existência humana em todo o planeta. E a infinidade de inocentes que sofrem de forma impune aumenta a cada dia; atrocidades que envolvem animais e também crianças, vitimadas da forma mais cruel possível.

 

Mãe mata e enterra menina de cabeça pra baixo

Há poucos dias, uma menina de 10 anos foi assassinada pela própria mãe, após denunciar os abusos sexuais que sofria do padastro. A mãe enterrou a criança de cabeça pra baixo, ainda viva, segundo depoimento do irmão de 13 anos, que assistiu o cruel trucidamento da caçula. Após o crime, a mulher foi beber cerveja, e do bar ligou para a polícia informando o “desaparecimento” da filha. Lógico que sua tática não deu certo: ela e o padrasto se encontram agora atrás das grades. Por enquanto, ainda vivos…

Da mesma forma que muitos humanos (homens, mulheres) trucidam seus próprios semelhantes, parentes ou não, os animais se enquadram nessa linha de foco torturador, com o agravante da impunidade para a maioria dos autores desses crimes. Isso acontece porque o desconhecimento da população, no que se refere às leis de proteção animal, ainda é grande. Há gente que acredita no seguinte: “Se o animal é dele, pode fazer o que quiser: matar, torturar, jogar fora”. Ignorância que incentiva mais covardias…

Os criminosos que maltratam animais não atentam que ali existe uma vida com todos os sentimentos inerentes à pessoa humana, inclusive amor, saudade, tristeza, alegria, etc… Importa-lhes tão somente o prazer de ter sob seu comando uma legião de vidas inocentes, que podem ser ceifadas ou torturadas a bel prazer.

Conforme declarações da presidente da ONG Vanessa Protetora, Vanessa Pinho Silva, residente em Cuiabá-MT, ela precisou “contratar” moradores de rua, instalados nos passeios próximos à sua casa, para proteger os gatos durante a madrugada. Nesse horário, explica, alguns macumbeiros costumam despachar encomendas, muitas delas envolvendo animais torturados.

Atentos, a turma do corote (cachaça) já conseguiu boicotar várias ações criminosas do tipo, acionando a ONG de Vanessa, sediada a poucos metros dali. O caso é tipicamente de polícia, isto é: se acaso o autor da barbaridade for efetivamente detido. Espertos, os macumbeiros sempre fogem quando são abordados pelos insones consumidores de álcool. Vanessa já resgatou assim uma infinidade de animais quase moribundos, destinados a morrer no ritual madrugador.

“Já resgatei gatos com olhos vazados, boca costurada {com o nome de alguém}, ou espetados, queimados e outras covardias horripilantes… Assim, pedi aos moradores de rua para me auxiliarem. Graças ao apoio dessa turma, que ninguém dá valor, os animais sem teto têm proteção em horas tardias da noite, quando os torturadores macumbeiros agem. Em troca, eu os ajudo com alimentação e outras necessidades que enfrentam”, explica a defensora.

O mês de abril chama a atenção, inclusive, para a importância que os animais têm no convívio diário com outras espécies (inclusive o homem), e o BASTA que deve ser dado a quem se compraz em torturá-los e assassiná-los. As leis vigentes têm conseguido punir grande parte dos infratores.

Quem acaso testemunhar tais ações covardes – em que um anjo animal sofre horrores -, deve agir da seguinte maneira, e não apenas cruzar os braços para assistir à cena:

a) sair em socorro imediato do animal (nem que seja preciso pegar um pedaço de pau para deter o criminoso);

b) acionar a Polícia;

c) prestar assistência médica ao animal vítima da tortura;

d) acompanhar o desenrolar do flagrante para saber se o maldito torturador foi realmente preso. A partir daí, pode ser instaurado inquérito e consequente processo criminal, passível de condenação e reclusão.

*Omitir-se de socorrer animais torturados, apenas “sentindo dó”, não resolve nada. Quem age assim se torna cúmplice potencial dessa covardia criminosa.

DENUNCIEM E PROTEJAM OS ANIMAIS!

Por João Carlos de Queiroz

Fundador da ‘Sociedade Norte Mineira Protetora dos Animais’ (Montes Claros-MG)

 

 

 

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