Coronavírus: moradores de rua, grupo de risco, não têm para onde ir
Milhares de pessoas, moradores de rua, estão sem saber agora para onde ir e ter, assim, algum apoio domiciliar seguro para tentar fugir do contágio do coronavírus. Em resumo, eles não têm casa e nenhuma alternativa de isolamento que assegure a quarentena recomendada pelo Ministério da Saúde, mantendo-se desprotegidos em áreas abertas (praças, viadutos, etc.). Mais de 16 mil pessoas vivem nas ruas de São Paulo.
Esse problema acontece praticamente em todas as capitais brasileiras, e apesar dos indigentes constituírem potencial grupo de risco, poucas providências vêm sendo tomadas para evitar que se tornem proliferadores do vírus. Muitos, inclusive, podem estar já contaminados pelo coronavírus, pela falta de higiene geral e uso de drogas com instrumentos compartilhados (seringa, cachimbo). A permanência dessas pessoas em vias públicas é fator facilitador para que o vírus tenha trânsito livre e ganhe mais espaços cidade e estado afora.
A aglomeração de moradores de rua em barracas, famílias sediadas em praças, é ingrediente igualmente preocupante para a expansão do vírus.Em São Paulo, a Praça da República é o lar oficial de muitos sem-teto, inclusive crianças e idosos. Por causa disso, o governo estadual decidiu construir emergencialmente abrigos para remanejá-los de lá. Essa medida também vai atender outros moradores de rua da capital paulista, distribuídos em outras praças, viadutos e ruas. Um dos futuros abrigos será erguido na Vila Mariana.
Por João Carlos de Queiroz
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